sexta-feira, 11 de julho de 2008

A construção de um gigante




Colocando um lápis de pé, o empresário John Jacob Raskob perguntou a William Lamb, o principal arquiteto do Edifício Empire State: “Bill, quão alto você pode fazê-lo sem que ele caia?” Assim começou o projeto deste lendário arranha-céu, que é uma das obras mais famosas de Nova York. O prédio foi construído pouco depois da Grande Depressão de 1929,representando para os americanos, um sinal de força e recuperação.

A obra chegou a receber 3.000 trabalhadores por dia, tendo sido utilizados no prédio 57 mil toneladas de aço, 5,663 m3 de granito e calcário, 10 milhões de tijolos e 730 toneladas de alumínio e aço inoxidável. As vigas de aço foram montadas apenas três dias depois de fabricadas em Pittsburgh. A média da construção foi de 4,5 andares por semana.


CASA de VIDRO


Anos 1940 – Residência Lina Bo Bardi (Casa de Vidro), Lina Bo Bardi (3)
A residência Lina Bo Bardi ficou conhecida como “Casa de Vidro”, assim chamada pelos moradores da redondeza nos tempos de sua construção, quando o local ainda era uma reserva de Mata Brasileira cheia de bichos selvagens. A casa foi implantada na parte mais alta do terreno de 9 mil m² com declive bastante acentuado. Dois corpos distintos a definem: a caixa de vidro que se projeta no espaço a partir de um murro de arrimo e se apóia em delgados pilares metálicos e um segundo corpo assentado diretamente no solo. Estes corpos abrigam respectivamente os compartimentos destinados ao convívio da família e aos serviços.
A caixa de vidro por sua vez está organizada sob dois princípios espaciais que correspondem a duas lógicas estruturais: uma parede longitudinal que a atravessa, divide claramente o setor social do íntimo, sinalizando os dois momentos. No setor social os espaços do estar, jantar e biblioteca estão dispostos num continuum espacial demarcado pelos pilares soltos e por outras peças como o volume da caixa de escada, a lareira, além do vazio do jardim interno: que ainda tem a função de interligar este piso aos pilotis. Em contrapartida, no setor íntimo a divisão espacial se faz mais presente, indicando outra solução estrutural, com apoios embutidos em paredes e no arrimo. Embora as soluções para os apoios sejam distintas as demais soluções construtivas para o piso e a cobertura são as mesmas: caixão-perdido de concreto no piso e telha de fibrocimento sobre laje na cobertura.
Esta obra de Lina Bo Bardi pontua a sua longa jornada na edificação de uma poética da brasilidade: que procurou fundir aspectos de uma cultura local ao fazer mais erudito fincado na modernidade originária no seu continente de origem. Poética inventada progressivamente e sem canduras, porém, não isenta de pragmatismos circunstanciais. Nesta casa alguns aspectos já se manifestam de forma ainda embrionária. Sua inserção no meio da mata nativa é oportunidade para se evocar nossa herança naturalista. A decisão de fazê-la suspensa sobre pilotis e envidraçada demonstra o desejo de se diluir nesta paisagem e, ao mesmo tempo, fixar uma linguagem e uma tecnologia contemporânea. A planta livre caminha na mesma direção. Por outro lado, a obra é perturbada por restrições construtivas locais que contaminam a pureza e a leveza do volume ao impor de certa maneira restrições como da inclinação da cobertura. Restrições que foram posteriormente incorporadas como marca de uma linguagem.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Lina Bo

"Que se quer significar com o termo Arquitetura? À primeira vista poderia parecer pacífica sua limitação à arte do construir e, num sentido ainda mais restrito, à construção civil; mas arquitetura é quase implicitamente tudo o que é estrutura e representação, partindo da estrutura mesma das rochas, do esqueleto, da figura infinitesimal do átomo até a aparência das esferas que compõem o sistema planetário. O homem se esforçou, servindo-se dos meios que a própria natureza lhe oferecia, no sentido de modificá-la e reorganizá-la, criando pouco a pouco arquiteturas infinitesimais, que aperfeiçoando-se, foram instaurando, no mundo, novas arquiteturas, desde a pedra lascada até o satélite interplanetário, da caverna ao arranha-céu, do amuleto à Catedral."

Lina Bo Bardi, Contribuição Propedêutica a o Ensino da Teoria da Arquitetura, 1957

A Ignorância da Arquitetura

"os jornais dedicam colunas inteiras a um novo livro de Koestler ou a uma exposição de Burri, mas ignoram a edificação de um novo palácio, ainda que seja obra de um famoso arquiteto. E, se todos os jornais que se prezam têm um noticiário sistemático de música, de teatro, de cinema e pelo menos uma coluna semanal sobre artes, a arquitetura continua a ser a grande esquecida pela imprensa."
trecho retirado do livro "Saber ver a Arquitetura" de Bruno Zevi.
Uma triste verdade, triste .... mas a verdade!!!!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Após uma rápida desaparecida....mais post!!!!


E volto falando sobre um arquiteto que gosto muito; tive o prazer de conhecer seus trabalhos na facul, foi muito importante para meu trabalho de graduação.
João Filgueiras Lima (Lelé)
Começou sua carreira durante a construção de Brasília, ao lado de Oscar Niemeyer. Sua obra objetiva encontrar soluções simples, dinâmicas e estéticas para os problemas da arquitetura industrial. Por isso, dedicou-se por anos ao estudo do concreto armado e desenvolveu diversos estudos para uso de pré-moldados em equipamentos urbanos, como bancos e pontos de ônibus. Além disso, destacou-se pelos projetos de hospitais, entre os quais os da rede Sara Kubitscheck, em Brasília, Salvador, Fortaleza, São Luís,Rio de Janeiro e Belo Horizonte. São dele também o Centro de Exposições do Centro Administrativo da Bahia e os Centros Integrados de Ensino (Ciacs), no Rio de Janeiro.






Para mais , deixo um link com mais informações. Até a próxima.
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura246.asp#

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

WALTER GROPIUS


Junto com Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe, com quem estudara na oficina do precursor da arquitetura moderna, Peter Behrens, em Berlim, Gropius é um dos mais notáveis arquitetos e artistas da modernidade. Contribuiu substancialmente para a consolidação da arquitetura funcional, bem como para uma nova estética da técnica de construção e da produção industrial em massa (desenho industrial). Sua primeira obra conhecida é o projeto para a fábrica Fagus em Alfeld (1911), realizado com Adolf Meyer. Em 1919, fundou a Bauhaus, em Weimar, uma escola de arte, desenho e arquitetura transferida em 1926 para Dessau, onde ainda se conserva seu célebre edifício. Sob sua direção (até 1928), trabalharam ali arquitetos, pintores e escultores, num projeto conjunto que tinha por finalidade conseguir a unidade entre arte, ofícios e técnica. Desde 1928, e até sua emigração em 1933, desenvolveu sua obra arquitetônica em Berlim, onde construiu a cidade de Siemens. Viveu exilado na Grã-Bretanha e, depois, nos EUA, onde assumiu a direção da Faculdade de Arquitetura de Harvard (1937-1952). Foi ali que realizou seus melhores trabalhos, principalmente o Harvard Graduate Center (1949-1950). No final da guerra, regressou à Alemanha a fim de se encarregar de alguns projetos, como o da fábrica de porcelana Rosenthal, em Selb (1963-1967), e o da cidade de Gropius, em Berlim (1964-1968).(netsaber)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007